Em seis jogos, três gols, um titulo de turno, cinco vitórias e um empate. Apesar disso, o brilho individual ainda não apareceu.
Jogadores comemoram o titulo. O primeiro da era Ronaldinho.
Certamente a torcida do Flamengo está esperando um Ronaldinho que parta pra cima, com seus dribles sensacionais, chutes fortes e secos, que não dão chance de defesa para o goleiro. E a torcida não está só. Ronaldinho, Luxemburgo, o futebol brasileiro em geral, querem ver isso também.
Já era pra ter aparecido esse Ronaldinho? Talvez. Mas nem o time do Flamengo tomou cara ainda.
Durante a final com o Boavista, um belo time, diga-se de passagem, o Ronaldinho teve seus melhores 45 minutos em campo. O primeiro tempo do Flamengo foram os melhores 45 minutos da equipe no ano. Luxemburgo acertou na escalação, não inventou na lateral, tirou o Deivid que não tem movimentação e colocou um meia, Bottinelli, que deu ao meio do Flamengo o que ele tava precisando. Agilidade! Precisava de velocidade e de qualidade na ligação Volantes-Meias e o Bottinelli fez isso. Com o time jogando bem, Ronaldinho fez o que sabe. Distribuiu o jogo, partiu pra cima, finalizou, fez jogadas de efeito e distribuiu os passes que estava distribuindo muito bem desde sua estreia.
Ronaldinho cobrou falta perfeita e decidiu a Taça Gauanabara.
O Flamengo precisa do Ronaldinho e o Ronaldinho precisa do Flamengo, e a função do tecnico é fazer com que o Flamengo tenha a ajuda do Ronaldinho e que o Ronaldinho tenha a ajuda do Flamengo.
Ronaldinho está dando show? Não. Pelo menos por enquanto. Ronaldinho está dando certo? Sim, cria chances, faz gols, decidiu a final e já trouxe um titulo.
Daqui pra frente à tendência é evoluir. Mas nesse caso, não podemos afirmar se a tendência vai se tornar fato.



